Meditem #6

7 de outubro de 2026

Meditação é um reencontro com a sincera interdependência dos humanos com demais seres.

Não meditamos para esquecer os problemas ou esquecer o mundo, mas pelo contrário.

Meditar é um ato de coragem ainda pouco entendido pela mente doentia ocidental – enfrentamos pacificamente os nossos anjos e demônios de forma equânime.

Não há nada mais sagrado do que a troca natural sem cobrança do inspirar e do expirar. Uma fusão melódica aonde ambos nutrem ambos sem disputa, competição ou qualquer rivalidade.

Quantas árvores respiram a minha volta quando eu expiro? Quantas humanos respiram quando elas expiram. É lindo, é pura poesia não é?

Meditação é entrar em profundidade com as camadas menos superficiais da nossa inteireza. É colidir com o ego, mas sem brutalidade, e sim doçura.

Meditar é observar sem reatividade mas com coragem os padrões que sabemos ou aqueles que jamais saberíamos da existência sem o tão importante parar.

É dar espaço sem fugir e ao mesmo tempo perceber que uma paranoia tão verdadeira nunca existiu quando se alinha o foco no bálsamo do momento presente.

Meditar é um ato de amor aonde não há romance utópico, projeção ou medo.

Meditar é a possibilidade de criar uma nova história, aonde o final nunca vai existir, pois há um insight verdadeiro que reflete a única vertente permanente da vida: o momento presente. Aqui, todos são felizes.

Meditem!

Com amor, Rapha

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