Meditação é um reencontro com a sincera interdependência dos humanos com demais seres.
Não meditamos para esquecer os problemas ou esquecer o mundo, mas pelo contrário.
Meditar é um ato de coragem ainda pouco entendido pela mente doentia ocidental – enfrentamos pacificamente os nossos anjos e demônios de forma equânime.
Não há nada mais sagrado do que a troca natural sem cobrança do inspirar e do expirar. Uma fusão melódica aonde ambos nutrem ambos sem disputa, competição ou qualquer rivalidade.
Quantas árvores respiram a minha volta quando eu expiro? Quantas humanos respiram quando elas expiram. É lindo, é pura poesia não é?
Meditação é entrar em profundidade com as camadas menos superficiais da nossa inteireza. É colidir com o ego, mas sem brutalidade, e sim doçura.
Meditar é observar sem reatividade mas com coragem os padrões que sabemos ou aqueles que jamais saberíamos da existência sem o tão importante parar.
É dar espaço sem fugir e ao mesmo tempo perceber que uma paranoia tão verdadeira nunca existiu quando se alinha o foco no bálsamo do momento presente.
Meditar é um ato de amor aonde não há romance utópico, projeção ou medo.
Meditar é a possibilidade de criar uma nova história, aonde o final nunca vai existir, pois há um insight verdadeiro que reflete a única vertente permanente da vida: o momento presente. Aqui, todos são felizes.
Meditem!
Com amor, Rapha
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